Texto base
“Lembrai-vos dos presos como se estivésseis presos com eles e dos maltratados como sendo-o vós mesmos também no corpo” — Hebreus 13:3.
Finalidade do projeto
- Alcançar os que estão atrás das grades, prestando assistência espiritual e social, pregando aos presidiários as boas novas do Evangelho, independentemente de religião, condição social, raça, cor e sexo;
- Desenvolver o projeto tendo como público-alvo os presidiários, agentes, funcionários e familiares de presidiários;
- Dar relevância à Igreja Presbiteriana do Brasil nas áreas evangelística e social;
- Promover a mobilização dos Homens Presbiterianos na tarefa da Evangelização;
- Promover a proclamação do Evangelho, o cuidado com os convertidos e a integração dos alcançados.
Desenvolvimento do projeto
- O projeto será desenvolvido através de visitas aos presídios e carceragens;
- Promover o anúncio das boas novas do Evangelho nas oportunidades que surgirem na visitação;
- Prestar atendimento social e outras ações pertinentes a cada pessoa necessitada;
- Usar preferencialmente como literatura a ser entregue ao presidiário a Bíblia Sagrada, o Novo Testamento da UPH e o livreto “O Que a Bíblia Diz”;
- O projeto deve iniciar-se com o conhecimento das exigências dos presídios onde se pretende realizar o trabalho, colhendo-se informações detalhadas quanto à visitação;
- Receber indicação de nomes de presidiários a serem visitados, através de familiares, membros da igreja promotora do projeto, ou mesmo nas filas dos presídios em dias de visita;
- Programar a visita, de preferência em conjunto com familiares. Os presídios normalmente estabelecem o número de visitantes por presidiário, sendo muitas vezes os nomes dos visitantes indicados pelo próprio presidiário;
- Verificar qual o tipo de alimentação pode ser levada ao presidiário e qual embalagem deve ser usada;
- Ir à visita com pouco dinheiro, documento de identidade e não levar celular;
- Evitar ser portador de qualquer encomenda, como cartas, bilhetes etc., entregues por presidiários;
- Respeitar rigorosamente o horário de visita, quanto à entrada e saída do presídio;
- Dar assistência à família do detento.
Capacitação
O capelão precisa ter uma chamada de Deus para este ministério. Deve viver em santificação, sendo cheio do Espírito Santo. Deve ainda ser amável e comprometido com a evangelização.
Este projeto poderá ser desenvolvido em conjunto com a SAF e a UMP. Os capelães e capelãs devem ter a forte convicção de que Deus deseja salvar a todos, inclusive aqueles que se encontram presos.
Em nosso país temos mais de meio milhão de pessoas no regime carcerário. Indiretamente, juntando os familiares, que também sofrem, chegamos aproximadamente a quatro milhões de pessoas, sendo muito oportuna e necessária uma ação evangelizadora da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Os capelães e capelãs devem receber treinamento e orientações por líderes experientes na área de capelania prisional. Existem na internet cursos que preparam capelães e capelãs, dando a necessária capacitação.
Cuidados a serem tomados pelo capelão prisional
Devem ser tomados os seguintes cuidados no desenvolvimento do trabalho:
- Evitar envolvimento emocional;
- Evitar envolvimento sentimental;
- Evitar envolvimento jurídico;
- Evitar envolvimento financeiro;
- Evitar envolvimento com o sistema.
Aprovar previamente o projeto nos Conselhos das Igrejas Presbiterianas envolvidas no trabalho.
Confederação Nacional dos Homens Presbiterianos — CNHP. Formatado pela Secretaria de Evangelização. Secretário: Presbítero Paulo Silas Casini. Autor do projeto: Presbítero Edson Regly, à época Secretário de Espiritualidade da CNHP. Aprovado no Congresso Nacional de UPHs — ano 2014.
“Lembrai-vos dos presos como se estivésseis presos com eles e dos maltratados como sendo-o vós mesmos também no corpo” — Hebreus 13:3.